Projeto de combate a incêndio em Natal

Engenharia Civil    04/05/2021 às 11:33

Tudo que você precisa saber para realizar um projeto de combate a incêndio no seu condomínio ou edificação

 

Ignorar a necessidade do projeto de combate a incêndio é colocar em risco as pessoas, a natureza, os bens materiais e a reputação de um empreendimento. Além disso, o documento é indispensável para tirar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que permite o funcionamento de uma edificação ou área de risco. Entenda e saiba como tirar o seu.

Preservação da vida, do meio ambiente e do seu patrimônio. É um forte motivo para ter um projeto de combate a incêndio, concorda? O outro, também importante, é que, sem o documento, uma edificação ou área de risco não consegue autorização do Corpo de Bombeiros para funcionar.

Mas o que é o projeto exatamente? Todos os imóveis devem ter esse documento? Quem pode fazê-lo? Veja tudo isso e como tirar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) em Natal. Afinal, o projeto de combate a incêndio é indispensável para conseguir o AVCB. 

Vamos lá!

 

O que é um projeto de combate a incêndio? 

 

O projeto de combate a incêndio é um documento, um registro de todas as medidas de segurança presentes em um local para prevenção e combate a incêndio, impedindo fatalidades e inibindo a expansão do fogo, controlando e reduzindo eventuais danos –  e que deve ser elaborado de acordo com requisitos e normas estaduais.

Na prática, isso significa que um eficiente projeto de combate a incêndio traz itens como: extintores, redes de hidrantes, proteção adequada de escadas, corrimão, detectores de calor, controle de fumaça, sprinklers, portas corta-fogo, sinalização e iluminação de emergência, rotas de fuga, quadros de comando, alarmes visuais e sonoros, entre outros. 

 

A importância do projeto de combate a incêndio

 

Em primeiro lugar, a valorização da vida é a razão maior de um projeto de combate a incêndio. Então, o documento precisa apresentar as diretrizes, as características técnicas de um edifício ou área de risco, de maneira a guiar a instalação dos equipamentos necessários.

Podemos resumir a importância dele com base em seus objetivos: 

  • Proteger a vida dos ocupantes em caso de incêndio

  • Atestar que um local está em dia com as normas e, portanto, poder conseguir autorização de funcionamento 

  • Fornecer meios de controle e/ou extinção do incêndio

  • Inibir a propagação do fogo, reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio

  • Permitir acesso para as operações do Corpo de Bombeiros

  • Possibilitar a continuidade dos serviços nas edificações e áreas de risco

 

Sem resolver as não conformidades, seu estabelecimento comercial, indústria ou prédio residencial não pode tirar ou renovar o “Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento emitido certificando que, durante a vistoria, a edificação possui as condições necessárias de segurança contra incêndio” .

O AVCB comprova a estabilidade e a segurança, reduzindo ao máximo as chances do surgimento de um incêndio, assim como, na ocorrência de um, minimizando seu impacto e progressão. 

Além dos riscos, a não obtenção ou renovação da AVCB pode, inclusive, invalidar uma apólice de seguro em caso de sinistro; gerar multas e até interdição do estabelecimento.

Em Natal, o projeto de combate a incêndio deve ser encaminhado ao Serviço de Atividades Técnicas (SAT), que é a seção do Corpo de Bombeiros responsável pelas atividades preventivas de combate a incêndio e controle de pânico em todo o Rio Grande do Norte.

 

Quais imóveis precisam do projeto de combate a incêndio?

 

A Norma NBR 13714 – 2000 diz que edificações com área construída superior a 750 m² e/ou altura superior a 12 metros são obrigadas a ter sistemas hidráulicos preventivos de combate a incêndio.

As edificações são classificadas em grupos, de acordo com seus portes e ocupações, a fim de que os equipamentos e estratégias sejam coerentes com o número de pavimentos e pessoas.

Os lugares que são obrigados a ter o AVCB são as edificações com área construída maior que 750m² e concentração de público acima de 250 pessoas; edificações que precisem de sistemas fixos, como hidrantes, por exemplo; locais que precisem ser protegidos contra a ação do calor proveniente de um incêndio.

Considerando o AVCB em Natal, segundo o Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado do Rio Grande do Norte (CBMRN), o licenciamento leva em conta como alto risco as edificações ou áreas que se enquadram nos seguintes parâmetros:

 

  • Área construída superior a 750 m²

  • Imóvel com mais de três pavimentos, sendo o subsolo mais dois

  • Imóvel destinado a comercialização ou armazenamento de líquido inflamável ou combustível acima de 250 L

  • Imóvel destinado a utilização ou armazenamento de gás liquefeito de petróleo (GLP) de 90 kg

  • Imóvel que comporte lotação superior a 100 pessoas, quando se tratar de local de reunião de público

  • Imóvel destinado a comercialização ou armazenamento de produtos explosivos ou substâncias com alto potencial lesivo à saúde humana, ao meio ambiente ou ao patrimônio

  • Imóvel que possua subsolo com uso distinto de estacionamento

  • Extração de petróleo e gás natural (CNAE 0600-0/01)

  • Fabricação de pólvoras, explosivos ou detonantes (CNAE 2092-4/01)

  • Fabricação de artigos pirotécnicos (CNAE 2092-4/02)

  • Fabricação de fósforos de segurança (CNAE 2092-4/03)

  • Comercial varejista de fogos de artifício e artigos pirotécnicos (CNAE 4789-0/06)

  • Estruturas provisórias

 

Quando as edificações e áreas de risco não atendem às características acima, são consideradas de baixo risco, sendo exigido somente o Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros (CLCB).

Toda empresa, estabelecimento, indústria ou prédio residencial é obrigado a ter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). A única exceção: quando a residência é de uso exclusivo unifamiliar. 

 

O passo a passo para tirar o AVCB em Natal você encontra aqui neste link

 

Os tipos de projeto 

 

  • Projeto Técnico (PT) – seu objetivo é trazer todas as medidas de segurança contra incêndio; é aplicado em edificações ou áreas de risco com: extensão superior a 750 m2; altura acima de 3 pavimentos, exceto os casos que se enquadrem em Projeto Técnico Simplificado (PTS); proteção por sistemas fixos (hidrantes, chuveiros automáticos, alarme, detecção de incêndio, controle de fumaça, etc.), independente de seu tamanho. 

 

  • Projeto Técnico Simplificado (PTS) – é aplicado em espaços ou construções com dimensão inferior a 750 m2; edificações ou áreas de risco com até 3 pavimentos de altura; locais sem proteção por hidrantes, detectores de incêndio, chuveiros automáticos, alarme e controle de fumaça, entre outros sistemas fixos. 

 

  • Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária (PTIOT) – como o nome sugere, consiste elaboração das medidas segurança contra incêndio para instalações em locais temporários. Ou seja, qualquer edificação ou área de risco que venha a ocupar um local vago para realização de eventos. Por exemplo: feirões, shows, eventos esportivos, entre outros. 

 

  • Projeto Técnico de Ocupação Temporária em Edificação Permanente (PTOTEP) –  deve apresentar as medidas contra incêndio destinadas às instalações em locais já existentes, e com projeto aprovado e vigente no Corpo de Bombeiros. É o caso dos eventos recreativos em shoppings, show rooms etc.

 

Como elaborar um projeto de prevenção e combate a incêndio?

 

Para elaborar um projeto de combate a incêndio é imprescindível dominar os elementos dos sistemas de combate, as normas e regras, sendo estas últimas diferentes de um estado para outro. Além disso, é fundamental também fazer uma rigorosa análise da estrutura e o levantamento dos riscos. 

Até meados de 1980, o projeto de combate a incêndio exigia, basicamente, extintores, sinalizações e hidrantes. Hoje, além destes, são avaliados muitos outros detalhes. E alguns documentos devem ser anexados ao protocolo para que o documento seja encaminhado aos Bombeiros. 

 

Quem pode fazer um projeto de combate a incêndio?

 

Na maioria dos estados brasileiros, arquitetos, engenheiros civis e o engenheiros de segurança do trabalho estão aptos a elaborar o projeto, desde que estejam devidamente registrados em seus conselhos e cumpram todas as normas e leis. 

No entanto, em alguns estados, o Corpo de Bombeiros passou a exigir que o engenheiro civil ou o arquiteto tenha especialização em engenharia de segurança do trabalho.

Cabe aos especialistas em engenharia de segurança contra incêndio elaborar o documento, ampliando a visão de prevenção e criando soluções para reduzir danos; e atuar em favor da integridade física dos usuários e do patrimônio em edificações.

 

Quando um projeto pode ser anulado pelo Corpo de Bombeiros

 

Um projeto de combate a incêndio pode ser anulado se não cumprir as exigências da legislação ou devido inabilitação do responsável técnico (ou quando o mesmo retira sua responsabilidade). O Corpo de Bombeiros também pode invalidar o documento se for encontrada falta que comprometa as medidas de segurança. 

 

Engenharia de incêndio: o que é, e como a SELF Engenharia atua 

 

A engenharia de proteção e combate a incêndios é um serviço que inclui o planejamento e a implantação de projetos de sistemas contra incêndio, instalações elétricas e hidráulicas. Por meio dela, você dispõe de uma gama de serviços e ações voltada à gestão de segurança de edificações, tais como formação e acompanhamento de brigadas, controles de recursos (sprinklers, alarme, hidrantes, extintores, escadas, saídas, detectores etc.). 

Enfim, o projeto de combate a incêndio é mais do que uma obrigatoriedade; é uma prioridade no sentido de salvar vidas e conservar os patrimônios naturais e materiais. Agora que você já sabe da importância e dos detalhes dele, não deixe o seu nas mãos das pessoas erradas. Busque profissionais de confiança e com as credenciais adequadas.

Na SELF Engenharia, em Natal, você conta com pessoal treinado para elaboração de projetos de combate a incêndio e pânico; execução de serviço e obras de incêndio; assessoria para obtenção do AVCB; vistoria dos equipamentos de combate a incêndio e pânico; fornecimento de laudos de SPDA (para-raios); elaboração de laudos das tubulações de incêndio (teste de estanqueidade de hidrantes) e muito mais.

 

Um bom projeto de combate a incêndio requer equipe técnica especialista em engenharia civil, além de operacional com funcionários e parceiros selecionados e treinados pela própria empresa. Dessa maneira, o serviço poderá fornecer soluções apropriadas, personalizadas e ágeis, reduzindo custos e desperdícios. Pense nisso! 

 






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